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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012



A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou na primeira quadrissemana do ano. É o que informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ao anunciar avanço de 0,93% para o indicador de até 7 de janeiro, acima do IPC-S imediatamente anterior, de até 31 de dezembro (0,79%). Esta foi a maior taxa para o indicador desde a terceira semana de maio de 2011 (0,96%).

Quatro das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, entre a quarta quadrissemana de dezembro e a primeira quadrissemana de janeiro.

Acelerações nos preços de Educação, Leitura e Recreação (de 0,42% para 1,38%) e Alimentação (de 1,65% para 1,92%) foram determinantes para a taxa maior do IPC-S, que saltou de 0,79% para 0,93% entre a quarta quadrissemana de dezembro do ano passado e a primeira quadrissemana de janeiro.

Nestas classes de despesa, houve taxas de inflação mais intensas nos preços de cursos formais (de 0,00% para 2,07%) e de hortaliças e legumes (de 0,58% para 4,48%), respectivamente.

Outros dois grupos apresentaram inflação mais forte, no período. É o caso de Transportes (de 0,59% para 0,61%) e Despesas Diversas (de 0,11% para 0,14%).

Mas nem todas as classes de despesa mostraram aceleração de preços. Houve taxas de inflação mais fracas nos preços de Vestuário (de 1,03% para 0,55%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,68% para 0,65%) e Habitação (de 0,27% para 0,25%).

Entre os produtos analisados, as mais expressivas elevações de preços na primeira quadrissemana de janeiro foram encontradas em mamão da Amazônia - papaya (11,98%); alcatra (6,37%); e tomate (8,89%). Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em limão (-21,09%); passagem aérea (-7,90%); e leite tipo longa vida (-0,74%).

Da Agência Estado

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mercado reduz estimativas para a inflação em 2012 Segundo o relatório Focus, projeções para o IPCA recuaram de 5,39% para 5,33% no ano que vem



O mercado voltou a reduzir as estimativas de avanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2012. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira no relatório Focus, do Banco Central, os economistas estimam que a inflação avance 5,33% no ano que vem, ante uma previsão de 5,39% divulgada na pesquisa anterior. Para 2011, as projeções para o índice voltaram a crescer, passando de 6,52% para 6,54% - acima do teto da meta estipulada pelo BC, que é de 6,5%.
Ainda segundo pesquisa Focus, as previsões para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2012 se mantém em 9,5% ao ano, assim como o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem, de 3,4%. Contudo, o mercado reduziu suas perspectivas de crescimento da economia para este ano, passando de 2,92% para 2,90%. A projeção de crescimento para a produção industrial em 2012 recuou de 3,46% para 3,43%, enquanto para 2011 a estimativa se manteve em 0,82%.
A estimativa de mercado para a relação dívida/PIB em 2012 caiu de 38% para 37,50%. Para 2011, a previsão se manteve em 38,50%. O indicador mostra a proporção entre o endividamento público e a riqueza gerada pelo país.
Também de acordo com a pesquisa, a projeção para o déficit em conta corrente de 2012 passou de 68 bilhões de dólares para 68,30 bilhões de dólares. Já para 2011, a estimativa de déficit recuou de 54 bilhões de dólares para 53 bilhões de dólares.
A cotação do dólar prevista para o fim de 2012 continuou em 1,78 real. Já para 2011, a estimativa de fechamento da moeda americana no dia 30 de dezembro subiu de 1,80 real para 1,81 real


VEJA

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Economia brasileira tem estagnação no 3o tri, diz IBGE

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A economia brasileira ficou estagnada no terceiro trimestre deste ano em comparação ao segundo, com a primeira queda no consumo das famílias em quase três anos, informou o IBGE nesta terça-feira.
O Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento zero entre julho e setembro na comparação com os três meses anteriores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já na comparação com o terceiro trimestre de 2010, houve uma expansão de 2,1 por cento.
O consumo das famílias, um dos motores da economia nos últimos trimestres, caiu 0,1 por cento na comparação entre o terceiro trimestre e o segundo, a primeira queda desde o quarto trimestre de 2008.
Também caíram a formação bruta de capital fixo (FBCF) -uma medida de investimentos-, e o consumo do governo, respectivamente 0,2 por cento e 0,7 por cento no período.
"O que temos aqui talvez seja resultado puxado por retração no gasto do governo", avaliou o economista sênior da Gradual Investimentos, Andre Perfeito. "Desde o início do ano o governo vem praticando uma política econômica contracionista, não dava para esperar outra coisa."
SERVIÇOS EM QUEDA
Na mesma comparação, a agropecuária teve expansão de 3,2 por cento, mas a indústria registrou contração de 0,9 por cento e o setor de serviços queda de 0,3 por cento.
"A indústria, como já era esperado, teve retração, mas me surpreendeu a queda no setor de serviços. Esperávamos pelo menos estabilidade, dado que o mercado de trabalho continua relativamente forte", disse o economista-chefe da CM Capital Markets, Maurício Nakaodo.
O que ajudou de maneira geral o PIB foi o setor externo, crescimento das exportações, o que acaba sendo preocupante. Ter o crescimento do PIB condicionado ao setor externo na atual conjuntura é bem preocupante", acrescentou.
Para o coordenador de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flavio Castelo Branco, a atividade brasileira continuará patinando neste fim de ano, com uma recuperação ocorrendo apenas a partir do ano que vem.
"Os últimos meses de 2011 devem continuar ruins e a melhora deve vir só em 2012, com as ações do governo (para estimular o consumo) e o ciclo de redução da Selic", afirmou ele.
Na semana passada, além de o Banco Central (BC) ter feito novo corte de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, para 11 por cento ao ano, o governo anunciou um pacote de medidas para estimular a economia. Entre elas, reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os produtos de linha branca e zerou o Imposto sobre Operações Financeiras para investidores estrangeiros em ações.
O objetivo, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é garantir que o país tenha expansão entre 4,5 e 5 por cento no próximo ano.
Segundo o último relatório Focus do Banco Central, junto a agentes econômicos, a expectativa é de um crescimento do PIB de 3,09 por cento este ano e de 3,48 por cento em 2012.
SOBRE 2010
Em relação ao terceiro trimestre de 2010, a agropecuária cresceu 6,9 por cento, enquanto a indústria teve expansão de 1,0 por cento e o setor de serviços crescimento de 2,0 por cento.
Nessa comparação, o consumo das famílias aumentou 2,8 por cento, a FBCF subiu 2,5 por cento e o consumo do governo cresceu 1,2 por cento.
resultado do PIB na comparação trimestral confirmou pesquisa Reuters, onde a mediana das previsões dos economistas era de crescimento zero. Mas na comparação anual, a expectativa era de uma expansão de 2,4 por cento.
O IBGE também divulgou nesta manhã dados revisados dos últimos trimestres. A expansão do PIB no segundo trimestre sobre o primeiro trimestre foi revisada de 0,8 por cento para 0,7 por cento, enquanto o crescimento do primeiro sobre o quarto trimestre passou de 1,2 por cento para 0,8 por cento.
(Reportagem adicional de Jeb Blount, no Rio de Janeiro; Luciana Lopez, José de Castro e Inaê Riveras, em São Paulo)


Por Rodrigo Viga Gaier

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

SEM SUPRESAS,COPOM REPETE MOVIMENTO DE OUTUBRO E REDUZ SELIC PARA 11% AO ANO.

Segundo BC, ajuste moderado na taxa selic é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta.

30 de novembro de 2011 - Como era amplamente esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu reduzir a taxa básica de juros para 11% ao ano, um recuo de 0,50 ponto percentual, repetindo o movimento da reunião de outubro. Esta foi a oitava e última reunião do Copom este ano e também marca a terceira queda consecutivo da Selic.

Veja nota na íntegra: "Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 11,00% a.a., sem viés.

O Copom entende que, ao tempestivamente mitigar os efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012".

Em janeiro, no primeiro encontro de 2011 e também do governo Dilma Rousseff, o colegiado decidiu interromper uma sequência de três manutenções e anunciou uma alta de de 0,50 p.p. nos juros, para 11,25% ao ano. Já a segunda reunião promoveu um ajuste de alta de 0,50 p.p. No terceiro encontro, o aumento foi de 0,25 p.p, mesmo percentual apurado na quarta e na quinta reuniões. No sexto encontro, o Copom surpreendeu o mercado, cortando em 0,50 p.p a taxa básica de juros. No sétimo encontro, o Copom manteve o movimento de queda, cortando em 0,50 p.p a taxa selic.

A taxa Selic é o instrumento mais usado pelo BC para controlar a demanda por bens e serviços e, por consequência, a inflação. O Copom reúne-se a cada 45 dias para definir a taxa. Os sinais analisados na hora de definir a Selic são os dados sobre a expansão da economia, a situação externa e os índices de inflação.

Quando a economia está aquecida, os consumidores têm dinheiro para gastar. Assim, a procura por bens e serviços aumenta e há dificuldade da indústria, do comércio e do setor de serviços de suprir os consumidores na mesma proporção do aumento da demanda. Com isso, a tendência é de que os preços aumentem. O Copom, então, eleva os juros para estimular a poupança e conter a expansão excessiva da demanda.

Todo ano, o BC tem que perseguir uma meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, formado pelo presidente do Banco Central e pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, Orçamento e Gestão. A meta tem como base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para 2011, a meta de inflação é de 4,5%, com limite inferior de 2,5% e superior de 6,5% (dois pontos percentuais para cima ou para baixo). O BC tem que atuar para que a inflação anual fique em torno do centro da meta. A expectativa dos economistas ouvidos pelo BC no último Boletim Focus é de que o IPCA encerre este ano em 6,49%.

(Redação - www.ultimoinstante.com.br)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Copom pode baixar Selic pela 3ª reunião seguida nesta quarta

O Comitê de Política Monetária (Copom) decide nesta quarta-feira um possível novo ajuste na taxa básica de juros (Selic), que está em 11,50% ao ano desde o dia 19 de outubro. Na última reunião de 2011, a expectativa dos analistas financeiros da iniciativa privada é de redução para 11% ao ano, o que seria a terceira queda consecutiva.
Neste ano, o Copom fez cinco elevações seguidas da Selic, até atingir 12,5% no dia 20 de julho. De lá para cá, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) começou a perder força, o que permitiu ao BC mudar os rumos da política monetária e promover duas reduções de 0,5 ponto percentual cada, nas reuniões do fim de agosto e meados de outubro.
No entanto, a possibilidade de queda na Selic terá pouco impacto nas operações de crédito, segundo avaliação da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Caso se confirme a expectativa da Anefac e de analistas do mercado financeiro de redução de 0,5 ponto percentual, a taxa de juros do crédito pessoal oferecido pelos bancos cairia de 65,92% ao ano para 65,16%.
Segundo a Anefac, não há muita alteração para os consumidores porque "existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas de juros cobradas aos consumidores que, na média da pessoa física, atingem 115,2% ao ano, provocando uma variação de mais de 900% entre as duas pontas".
No caso da compra de uma geladeira, por exemplo, com preço à vista de R$ 1,5 mil, se financiada em 12 meses, a redução no total pago seria apenas R$ 4,64. A taxa de juros desse financiamento passaria de 5,44% para 5,4% ao mês e o valor total da compra financiada cairia de R$ 2.081,56 para R$ 2.076,93.
 
Com informações da Agência Brasil.