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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

IPC-S desacelera, puxado por preços de Educação--FGV



SÃO PAULO, 23 Fev (Reuters) - O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 0,27 por cento na terceira quadrissemana de fevereiro, ante alta de 0,30 por cento na segunda quadrissemana, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.
Quatro das oito classes que compõem o indicador desaceleraram a alta de preços, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou de uma taxa de 1,69 por cento na segunda quadrissemana para 1,01 por cento no último levantamento.
No item cursos formais, os preços saíram de uma elevação de 3,21 por cento na pesquisa anterior para uma alta de 1,98 por cento na terceira quadrissemana de fevereiro.
Também tiveram desaceleração as altas de preços dos grupos Despesas Diversas (de 0,50 por cento para 0,30 por cento), Comunicação (de 0,25 por cento para 0,14 por cento) e Alimentação. Este último passou a registrar deflação, de 0,09 por cento, ante inflação de 0,02 por cento no levantamento anterior.
Entre os itens que se destacaram nesses grupos, destacou-se o comportamento dos preços de cartório, que passaram de uma alta de 4,22 por cento para uma elevação de 1,88 por cento. Os preços de hortaliças e legumes tiveram queda de 2,75 por cento, após alta de 0,66 por cento na segunda quadrissemana. O item tarifa de telefone residencial também desacelerou a alta de preços, para 0,37 por cento, ante 0,71 por cento.
Registraram aceleração da alta de preços os grupos Vestuário, Saúde e Cuidados Pessoais, Habitação e Transportes. Os artigos de higiene e cuidado pessoal saíram de uma deflação de 0,16 por cento para uma inflação de 0,65 por cento na terceira quadrissemana de fevereiro.
O IPC-S mede a evolução dos preços de bens e serviços para famílias com renda mensal entre um e 33 salários mínimos e residentes nos municípios de Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.
Apesar de a leitura ser semanal, a apuração das taxas de variação leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento.

(Por Hélio Barboza)

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O IBGE divulga, ontem, dia 10 de fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),

O IBGE divulga, ONTEM, dia 10 de fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), este último componente do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), todos tendo como referência o mês de janeiro do corrente.  
        O IPCA do mês em tela foi de 0,56%, situando-se 0,06 ponto percentual acima do detectado no mês anterior, que foi de 0,50%. O acumulado dos últimos 12 meses chega na casa dos 6,22%. Dentre as regiões que integram o universo pesquisado, a região metropolitana do Rio de Janeiro apresentou o maior índice no mês em tela, 1,11%, enquanto na região metropolitana de Fortaleza foi detectada a menor taxa de inflação, 0,07%.  
        O INPC do penúltimo mês do ano foi de 0,51%, taxa igual à detectada no mês anterior. Considerando os últimos 12 meses, o índice chega a 5,63%. Dentre as regiões pesquisadas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte apresentaram os maiores índices no mês: 1,48% e 0,79%, respectivamente. Já os menores foram constatados nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e Fortaleza, que acusaram taxas respectivas de 0,15% e 0,03%.  
        O levantamento de preços do IPCA/INPC é feito nas 9 principais regiões metropolitanas do país, acrescidos  do município de Goiânia e da cidade de Brasília. A metodologia é a mesma para ambos os índices, o que altera é o quanto determinadas famílias, do ponto de vista da renda monetária auferida, são impactadas pela movimentação de preços de uma dada cesta de bens e serviços por elas consumida. No IPCA, a variação de preços de bens e serviços atingem famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC se refere às famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos, sendo o chefe assalariado.
        A coleta de dados tanto do IPCA quanto do INPC foi realizada no período de 29 de dezembro de 2011 a 27 de janeiro de 2012, considerado período de referência, sendo os preços aí levantados confrontados com aqueles pesquisados no período base de 30 de novembro a 28 de dezembro de 2011. É imperioso informar que os índices apresentados acima estão livres de influências sazonais.
        Tanto o IPCA quanto o INPC passam doravante a ser calculados com a nova ponderação obtida através da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009.        
       O INCC, no mês de janeiro de 2012, ficou na casa de 0,59%, taxa superior à detectada no mês de dezembro, que foi de 0,12%. O levantamento de preços do INCC é realizado em todo o território nacional, e é fruto de uma parceria com a Caixa Econômica Federal.
        O custo médio do m² no Brasil no referido mês foi de R$814,43. No Maranhão, o valor foi de R$820,67, o maior valor dentre todas as unidades da federação situadas na região Nordeste.
        O site www.ibge.gov.br possui arsenal de informações sobre todas as pesquisas levadas a cabo pela maior instituição oficial de dados estatísticos do Brasil.

CORECON -MA

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012



A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou na primeira quadrissemana do ano. É o que informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ao anunciar avanço de 0,93% para o indicador de até 7 de janeiro, acima do IPC-S imediatamente anterior, de até 31 de dezembro (0,79%). Esta foi a maior taxa para o indicador desde a terceira semana de maio de 2011 (0,96%).

Quatro das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, entre a quarta quadrissemana de dezembro e a primeira quadrissemana de janeiro.

Acelerações nos preços de Educação, Leitura e Recreação (de 0,42% para 1,38%) e Alimentação (de 1,65% para 1,92%) foram determinantes para a taxa maior do IPC-S, que saltou de 0,79% para 0,93% entre a quarta quadrissemana de dezembro do ano passado e a primeira quadrissemana de janeiro.

Nestas classes de despesa, houve taxas de inflação mais intensas nos preços de cursos formais (de 0,00% para 2,07%) e de hortaliças e legumes (de 0,58% para 4,48%), respectivamente.

Outros dois grupos apresentaram inflação mais forte, no período. É o caso de Transportes (de 0,59% para 0,61%) e Despesas Diversas (de 0,11% para 0,14%).

Mas nem todas as classes de despesa mostraram aceleração de preços. Houve taxas de inflação mais fracas nos preços de Vestuário (de 1,03% para 0,55%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,68% para 0,65%) e Habitação (de 0,27% para 0,25%).

Entre os produtos analisados, as mais expressivas elevações de preços na primeira quadrissemana de janeiro foram encontradas em mamão da Amazônia - papaya (11,98%); alcatra (6,37%); e tomate (8,89%). Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em limão (-21,09%); passagem aérea (-7,90%); e leite tipo longa vida (-0,74%).

Da Agência Estado

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mercado reduz estimativas para a inflação em 2012 Segundo o relatório Focus, projeções para o IPCA recuaram de 5,39% para 5,33% no ano que vem



O mercado voltou a reduzir as estimativas de avanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2012. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira no relatório Focus, do Banco Central, os economistas estimam que a inflação avance 5,33% no ano que vem, ante uma previsão de 5,39% divulgada na pesquisa anterior. Para 2011, as projeções para o índice voltaram a crescer, passando de 6,52% para 6,54% - acima do teto da meta estipulada pelo BC, que é de 6,5%.
Ainda segundo pesquisa Focus, as previsões para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2012 se mantém em 9,5% ao ano, assim como o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem, de 3,4%. Contudo, o mercado reduziu suas perspectivas de crescimento da economia para este ano, passando de 2,92% para 2,90%. A projeção de crescimento para a produção industrial em 2012 recuou de 3,46% para 3,43%, enquanto para 2011 a estimativa se manteve em 0,82%.
A estimativa de mercado para a relação dívida/PIB em 2012 caiu de 38% para 37,50%. Para 2011, a previsão se manteve em 38,50%. O indicador mostra a proporção entre o endividamento público e a riqueza gerada pelo país.
Também de acordo com a pesquisa, a projeção para o déficit em conta corrente de 2012 passou de 68 bilhões de dólares para 68,30 bilhões de dólares. Já para 2011, a estimativa de déficit recuou de 54 bilhões de dólares para 53 bilhões de dólares.
A cotação do dólar prevista para o fim de 2012 continuou em 1,78 real. Já para 2011, a estimativa de fechamento da moeda americana no dia 30 de dezembro subiu de 1,80 real para 1,81 real


VEJA

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Economia brasileira tem estagnação no 3o tri, diz IBGE

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A economia brasileira ficou estagnada no terceiro trimestre deste ano em comparação ao segundo, com a primeira queda no consumo das famílias em quase três anos, informou o IBGE nesta terça-feira.
O Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento zero entre julho e setembro na comparação com os três meses anteriores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já na comparação com o terceiro trimestre de 2010, houve uma expansão de 2,1 por cento.
O consumo das famílias, um dos motores da economia nos últimos trimestres, caiu 0,1 por cento na comparação entre o terceiro trimestre e o segundo, a primeira queda desde o quarto trimestre de 2008.
Também caíram a formação bruta de capital fixo (FBCF) -uma medida de investimentos-, e o consumo do governo, respectivamente 0,2 por cento e 0,7 por cento no período.
"O que temos aqui talvez seja resultado puxado por retração no gasto do governo", avaliou o economista sênior da Gradual Investimentos, Andre Perfeito. "Desde o início do ano o governo vem praticando uma política econômica contracionista, não dava para esperar outra coisa."
SERVIÇOS EM QUEDA
Na mesma comparação, a agropecuária teve expansão de 3,2 por cento, mas a indústria registrou contração de 0,9 por cento e o setor de serviços queda de 0,3 por cento.
"A indústria, como já era esperado, teve retração, mas me surpreendeu a queda no setor de serviços. Esperávamos pelo menos estabilidade, dado que o mercado de trabalho continua relativamente forte", disse o economista-chefe da CM Capital Markets, Maurício Nakaodo.
O que ajudou de maneira geral o PIB foi o setor externo, crescimento das exportações, o que acaba sendo preocupante. Ter o crescimento do PIB condicionado ao setor externo na atual conjuntura é bem preocupante", acrescentou.
Para o coordenador de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flavio Castelo Branco, a atividade brasileira continuará patinando neste fim de ano, com uma recuperação ocorrendo apenas a partir do ano que vem.
"Os últimos meses de 2011 devem continuar ruins e a melhora deve vir só em 2012, com as ações do governo (para estimular o consumo) e o ciclo de redução da Selic", afirmou ele.
Na semana passada, além de o Banco Central (BC) ter feito novo corte de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, para 11 por cento ao ano, o governo anunciou um pacote de medidas para estimular a economia. Entre elas, reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os produtos de linha branca e zerou o Imposto sobre Operações Financeiras para investidores estrangeiros em ações.
O objetivo, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é garantir que o país tenha expansão entre 4,5 e 5 por cento no próximo ano.
Segundo o último relatório Focus do Banco Central, junto a agentes econômicos, a expectativa é de um crescimento do PIB de 3,09 por cento este ano e de 3,48 por cento em 2012.
SOBRE 2010
Em relação ao terceiro trimestre de 2010, a agropecuária cresceu 6,9 por cento, enquanto a indústria teve expansão de 1,0 por cento e o setor de serviços crescimento de 2,0 por cento.
Nessa comparação, o consumo das famílias aumentou 2,8 por cento, a FBCF subiu 2,5 por cento e o consumo do governo cresceu 1,2 por cento.
resultado do PIB na comparação trimestral confirmou pesquisa Reuters, onde a mediana das previsões dos economistas era de crescimento zero. Mas na comparação anual, a expectativa era de uma expansão de 2,4 por cento.
O IBGE também divulgou nesta manhã dados revisados dos últimos trimestres. A expansão do PIB no segundo trimestre sobre o primeiro trimestre foi revisada de 0,8 por cento para 0,7 por cento, enquanto o crescimento do primeiro sobre o quarto trimestre passou de 1,2 por cento para 0,8 por cento.
(Reportagem adicional de Jeb Blount, no Rio de Janeiro; Luciana Lopez, José de Castro e Inaê Riveras, em São Paulo)


Por Rodrigo Viga Gaier